
O uso de invertebrados como modelos experimentais tem crescido nas últimas décadas, impulsionado por demandas éticas e pelo reconhecimento do valor comparativo desses organismos na investigação de processos biológicos. Entre esses processos, destacam-se mecanismos celulares e moleculares envolvidos na neurodegeneração e na neurorregeneração. Neste contexto, as células gliais têm papel importante por desempenharem papel de fagócitos no sistema nervoso e de precursores de neurônios em nichos específicos. O caranguejo Ucides cordatus, espécie abundante em manguezais brasileiros, e a ascídia Styela plicata, tunicado que ocupa posição filogenética estratégica como grupo irmão dos vertebrados, são modelos promissores para estudos comparativos e ambientais e nosso objeto de estudo. Ambas as espécies habitam ambientes expostos a elevadas concentrações de poluentes associados à neurodegeneração. O grupo avalia os efeitos neurodegenerativos induzidos por neurotoxinas e analisa o impacto do defensivo agrícola rotenona com foco nas alterações histológicas, celulares e moleculares.
IES: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho
Pesquisadora do INCT: