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As doenças neurológicas e neurodegenerativas geram grande impacto social e sobrecarregam o sistema público de saúde, quadro agravado pelo envelhecimento populacional. Essas doenças são grandes desafios para a Medicina, pelas limitações de tratamento, diagnóstico tardio, e limitada compreensão de seus mecanismos. Em comum, são caracterizadas por um quadro inflamatório, que envolve reatividade e disfunções das células gliais. Nas últimas duas décadas, essas células protagonizaram uma mudança de paradigma nas Neurociências, emergindo como componentes ativos no funcionamento e doenças do sistema nervoso (SN) e representando importantes alvos celulares, diagnósticos e terapêuticos. Apesar da relevância, o papel da Glia nas doenças do sistema nervoso ainda é negligenciado.

O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) da Glia, iGLIA, nasceu de um grupo de professores que acompanhou a evolução do conhecimento do papel da Glia no funcionamento do sistema nervoso. Muitos foram pioneiros no estudo da Glia no Brasil, contribuindo para orientar a mudança de paradigma que atribuiu a estas células um papel central nas Neurociências, a partir do século XX.

O INCT da Glia (iGLIA) visa gerar conhecimento que impacte políticas de saúde pública, produtos/abordagens terapêuticas e novas tecnologias para o tratamento/diagnóstico de doenças prevalentes do século XXI, tendo como alvo as células gliais. Visamos estimular a formação de recursos humanos e inovação na Saúde, otimizando o uso dos recursos do SUS e melhorando a qualidade de vida da população brasileira.

A rede é formada por uma equipe multidisciplinar composta por 25 líderes de pesquisa e suas equipes, além de mais de 30 colaboradores estrangeiros; lotados em 14 instituições públicas e privadas, 13 unidades hospitalares, em 7 unidades federativas do País.

A proposta conta com uma abordagem translacional de fronteira com ensaios pré-clínicos, modelos vertebrados e invertebrados, ensaios in vitro, tecido cerebral humano post-mortem e amostras de pacientes; além de ensaios clínicos, desenvolvimento de métodos diagnósticos e novas terapias.

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